Mulher • 07 Julho 2019

Cirurgia Plástica nas Orelha de Abano

As orelhas aladas ou descoladas constituem uma das malformações congénitas mais frequentemente observadas na consulta de Cirurgia Plástica. Embora não hajam consequências funcionais desta entidade as implicações estéticas e psicológicas são por seu turno extremamente relevantes. Na infância, este tipo de malformação congénita é causa de marginalização e sátira na escola, levando muitas vezes a importantes perturbações da socialização.

As principais causas de orelhas aladas são:
►a hipertrofia da concha, ou seja, excesso na cartilagem que envolve a abertura do canal auditivo externo;
►a excessiva abertura do ângulo cefaloconchal, ou seja, o ângulo entre a mastóide (osso posterior ao pavilhão auricular) e o pavilhão auricular é demasiado aberto;
►a ausência de antélice, ou seja, ausência da “dobra” típica do pavilhão auricular.

A existência de diferentes causas de malformação das orelhas explica porque que razão cada caso é um caso, e porque existem diferentes técnicas cirúrgicas para corrigir este problema. Com frequência existe uma combinação destas causas, isto é, num mesmo jovem está presente mais do que uma causa para a deformidade auricular.
 
Estão descritas mais de 200 técnicas de otoplastia, embora na generalidade sejam resultantes de pequenas modificações introduzidas nas técnicas clássicas descritas há 40-50 anos.

A escolha do procedimento cirúrgico deverá tem em consideração essencialmente dois aspectos:

1) causa subjacente à deformidade auricular em questão,
2) idade do paciente.


Em função do motivo subjacente à deformidade auricular o tratamento cirúrgico passará apenas por remodelação simples da cartilagem até à remoção de cartilagem e pele auricular. Nas crianças dada a fragilidade da cartilagem é mais fácil a remodelação da mesma, quando comparado com o adulto que apresenta uma estrutura cartilagínea mais rígida.
 
O tratamento cirúrgico é de simples e rápida execução. É realizado em ambulatório. Na criança, por conforto, a cirurgia realiza-se sob anestesia geral, no adulto poderá ser sob anestesia geral ou local.

O resultado é imediato, devendo o paciente utilizar uma fita nocturna para protecção, durante 1 mês. As crianças deverão utilizar a referida fita durante o dia e noite.                          
Luís Azevedo, Especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética
Para mais esclarecimentos não hesite - info@luis-azevedo.pt

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